Operação Lava Jato continua na mira da Folha

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A Operação Lava Jato continua na mira do jornal Folha de S. Paulo. O diário impresso mostra que não vai descansar enquanto não melar o trabalho que colocou gente poderosa na cadeia.

Na sexta feira, publicou manchete em tom festivo alardeando que o Supremo Tribunal Federal age para validar mensagens vazadas pelo Intercept. Foi mais um round dessa guerra contra Sergio Moro.

O Ministro Gilmar Mendes aparece já no subtítulo de primeira página. Diz o jornal que é ele quem vai solicitar a “análise dos indícios de desvios funcionais” de membros da Lava Jato. E é ele, Gilmar Mendes, quem por certo vai liderar seus companheiros de toga para “validar juridicamente as mensagens envolvendo integrantes da operação” que colocaram “em xeque a imparcialidade, como juiz, do ministro da Justiça Sergio Moro”.

Dentro do jornal tem mais. Um de seus colaboradores, que não esconde a intimidade com Gilmar Mendes, também festeja: “A Lava Jato precisa de tornozeleira”. Concluo que ele quer a prisão do xerife e a liberdade dos bandidos.

A campanha é orquestrada. Na Folha ninguém escapa. O jornal se gaba de ser aberto a todas as opiniões. É “democrático”. Tem até um ombudsman para “defender” o interesse dos leitores. Tudo bem, posso entender que essa “democracia” é ter uma opinião. O jornal a tem e luta por ela.

Acontece, percebo, a coisa está se espalhando e a Folha de S. Paulo parece estar ganhando a guerra. O exército de jornalistas empenhados em lutar contra a operação de Curitiba se amplia. E se espalha por outros jornais. Nada contra, mas posso remar contra a corrente, não posso?

Vamos lá: o exército já é bastante forte com os notórios poderosos da política. Tanto da esquerda como da direita. São os que tem contas a acertar com a Justiça aliados a outros, baseados naquele princípio: a corrupção por uma boa causa… Não é mesmo, militância?

No lado dos políticos de direita, nem isso existe. É a desonestidade básica. Corrupção mesmo. Quem combate os agentes que trabalham contra a corrupção é a favor dela.

Depois, na lista, vem os advogados e empresários comprometidos. A OAB está aí marcando presença. A chamada “classe artística” também entra na luta com gente de peso. Como resistir?

Entre os que já estão na prisão e os candidatos a ir pra lá não vi nenhum trabalhador, daqueles que batem cartão nas fábricas. Ou os que estão lá produzindo alimentos no campo. Ou o entregador de pizza no meu bairro. Ou mesmo o dono da pizzaria, da padaria, ou da Farmácia.

Esse pessoal apoia a Lava Jato. E dá uma força…

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