Gileno é pré candidato a prefeito. Já trocou de partido e diz que não faz acordo.

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Gileno Gomes, conhecido pelos eleitores de Guarulhos por Gileno, tão somente, poderia facilmente ter sido eleito, aliás, reeleito, deputado estadual no pleito passado se tivesse permanecido em seu partido de origem, o PSL.

Teve a triste ideia de se transferir para o PROS. Conseguiu uma primeira suplência.

O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, elegeu até quem não queria. Tivesse chegado ao mesmo número de votos que teve com o PROS, nosso amigo Gileno estaria eleito tranquilamente. Era só ficar no lugar que estava.

Foi um passo em falso, reconheceu ele, meu entrevistado de ontem no programa “Espalha Fatos” na TV Guarulhos.

Gileno lembrou de outro detalhe que o prejudicou: o recadastramento eleitoral. Ao exigir a leitura biométrica para validar os títulos de eleitor, o município perdeu pelo menos 100 mil votantes do total. Em um milhão de eleitores, soma 10 por cento.

“Perdi por pouco”, diz ele, lamentando que a representação política da cidade se prejudicou com a história do recadastramento. “Pior pra nós”.

O PROS fez apenas uma deputada, Adriana Borgo, ligada ao funcionalismo público e defensora dos animais. Nada a ver com Guarulhos.

Agora é o Patriota

Gileno Gomes está se transferindo para o Patriota, o antigo Partido Ecológico Nacional, do Cabo Daciolo, candidato a presidente que acabou se dando bem na eleição passada com número surpreendente de votos. Chegou na frente da Marina Silva, Henrique Meirelles e Álvaro Dias.

A transferência para o Patriota aconteceu com a condição de ser lançado candidato à prefeito, adiantou Gileno. Já tem tudo preparado, estando certo que assumirá a presidência do partido em Guarulhos.

É mais um dos pré-candidatos a prefeito lançados na campanha para a eleição do ano que vem. Na minha conta, passam de quinze.

– Não são muitos, Gileno?

A resposta é não. Meu entrevistado acha que muitos deles ficarão pelo caminho.

– É assim: colocado o nome, a ordem é partir para uma negociação, ganhando um cacife para acertar, talvez, uma composição, ou lugar de vice na chapa de um candidato mais bem situado.

Gileno Gomes garante que não é o caso dele. Vai insistir na candidatura a prefeito até o fim, organizando um bom time de candidatos a vereador, como afirma. Entre eles, sua mulher, a vereadora Sandra Gileno, com cadeira na Câmara Municipal pelo PSL, partido onde ele, aqui entre nós, deveria ter permanecido.

Mas Gileno não dá o braço a torcer. Diz que não se arrepende. De jeito nenhum.

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