Coluna Livre com Hermano Henning

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Não há notícia alguma no portal da Câmara de Vereadores na internet. Mas tem algo acontecendo ali que é de extrema importância e o público precisa saber. O Promotor Público de Guarulhos, Cláudio Sergio Alves Rodrigues, entrou com uma ação civil pública contra o Município e, por consequência, a Câmara Municipal, requerendo “procedimentos concretos para sanar a questão pendente” do prédio da antiga Tapetes Lourdes, na Vila Augusta, comprado em 2016 para abrigar o poder Legislativo. O preço pago pelo povo de Guarulhos foi de 14 milhões e 800 mil reais. O prédio, apesar de amplo e bem localizado, estava em péssimas condições, precisando urgentemente de uma reforma geral para ser utilizado.

Quatrocentos mil

A princípio, a compra da velha fábrica de tapetes se mostrou positiva pois no final representaria uma economia considerável para os cofres públicos. Segundo informa o promotor Rodrigues no processo, a Câmara paga um aluguel mensal de quatrocentos mil reais todos os meses pelo prédio da rua João Gonçalves. E tão logo a mudança para a Vila Augusta fosse efetivada, o Município usaria esse dinheiro para outros fins. Só que o tempo passou e a mudança pretendida não aconteceu. O prédio não recebeu a reforma e se encontra abandonado.

O presidente da Câmara, Professor Jesus, revelou há poucos dias numa entrevista, que pretende resolver o problema no final do ano que vem. Beleza. Coincide com o final do mandato dele. Isso indica, aqui entre nós, que o assunto pode ser empurrado com a barriga. E a solução fica para o próximo presidente.

A estratégia, se é que existiu, furou. O Ministério Público está de olho na história.

Tem um outro detalhe: em maio termina o contrato de locação, este dos quatrocentos mil. O proprietário quer renovar por mais dois anos. É uma belíssima grana. Quatrocentos mil, segundo o promotor. Pouco mais de trezentos mil, segundo a administração legislativa.

A ação corre na 1ª Vara da Fazenda de Guarulhos. Basicamente requer “procedimentos concretos” para o assunto ser resolvido mostrando preocupação com a “inércia do legislativo”. O Juiz Rodrigo de Aguirre Camargo atendeu o Ministério Público, com exceção de uma multa diária de mil reais para os responsáveis enquanto não se resolvesse o problema. A questão da multa ficou pendente. Não se sabe como os vereadores reagirão diante dos fatos. Hoje tem sessão…

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