COLUNA LIVRE

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Achei curiosa a decisão da Câmara de Vereadores em aprovar a promulgação da lei que cria mais 75 cargos na Casa contrariando o veto do prefeito. Os vereadores já haviam aprovado, aquilo que o jornalista Mauricio Siqueira chamou de “trem de alegria, esperando o sinal verde do prefeito. Só que isso não aconteceu. Guti foi contra, vetou o projeto e o assunto voltou ao Legislativo.

Os vereadores na terça feira derrubaram o veto do prefeito e o presidente da Câmara, professor Jesus, não perdeu tempo. Promulgou a lei logo em seguida.

Entre os cargos criados está o de mais um diretor para a Secretaria de Imprensa com salário que beira vinte mil reais. Setor que já tem quarenta funcionários, vinte deles há um ano sem muito o que fazer, vinculados à TV Câmara há um ano fora do ar. O dinheiro sai do nosso bolso.

Muito bem. Nada a estranhar. Infelizmente é isso que se espera de toda iniciativa para criar mais cargos no serviço público.

O curioso dessa história é que a recusa ao veto do prefeito, segundo informa a edição de ontem desta Folha, foi “uma decisão quase unânime dos vereadores”. Ou seja, a chamada “base” do prefeito votou com o presidente Professor Jesus, não apoiando a decisão de Guti.

Prossegue o jornal: “Janete Lula Pietá e Professor Romulo Lula, ambos do PT, foram os únicos parlamentares que votaram a favor do veto”. Acácio Portella, do PP, mesmo presente na sessão, deixou de votar.

Resumo da opera: Toda a base do prefeito votou contra ele. Votaram a favor dois importantes membros da oposição: Janete Pietá e Professor Romulo. Dois parlamentares dispostos a dar a cara pra bater. Contra interesses muito localizados do funcionalismo e a favor da sociedade. Parabéns.

Indenização

A Comissão de Anistia adiou o julgamento do pedido de indenização da nossa ex-presidente Dilma Rousseff que era pra ser decidido ontem. Ela quer dez mil reais todos os meses por ter sofrido perseguição política e sofrer tortura na época da ditadura. Dilma participou de um grupo guerrilheiro que lutou contra o governo militar. O grupo pegou em armas embora não haja notícia de que ela tenha participado diretamente de conflitos armados. Dilma e seus companheiros dizem que lutavam “pela democracia”. Há controvérsias.

As indenizações a esses anistiados já consumiram, segundo levantamento de 2017, 13,4 bilhões de reais. Dinheiro suficiente para construir a Ferrovia Transnordestina com sobras, como lembrou o jornalista Lucio Vaz, da Gazeta do Povo de Curitiba.

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